Origem do coronavírus pode ser combinação entre vírus existentes

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Os casos de coronavírus no Brasil começaram a ser registrados apenas recentemente, mas pelo resto do mundo a crise começou ainda em dezembro de 2019, já são mais de 18 mil mortos pela doençaApós a rápida contaminação que começou na China, muitos cientistas começaram a investigar qual era a origem do vírus SARS-CoV-2. Alguns estudos registram que a doença é transmitida a partir de animais selvagens, mas o primeiro caso humano diagnosticado aponta não haver qualquer contato com esse grupo.

Portanto, a origem da pandemia é colocada em questão. Se não foi por meio de animais selvagens, como pode ter começado? Cientistas chineses e de todo o mundo agora tentam analisar o vírus em uma perspectiva microscópica para entendê-lo melhor e, com sorte, desenvolver uma vacina ou algum outro medicamento que possa diminuir a sua taxa de proliferação.

(Fonte: Beef Point/Reprodução)(Fonte: Beef Point/Reprodução)

Análise do vírus

De acordo com o sequenciamento do genoma do SARS-CoV-2, foi constatado que o vírus pertence ao grupo dos Betacoronaviruses. Uma outra espécie desse grupo é o SARS-CoV, vírus responsável por causar uma epidemia entre 2002 e 2003 que chegou a alcançar 29 países e resultou na morte de mais de 700 pessoas.

Continuando esse tipo de análise por semelhança com outros vírus do grupo, os cientistas puderam perceber que o SARS-CoV-2, aparentemente, é o resultado de uma combinação entre dois vírus já existentes.

O primeiro, RaTG13, é transmitido por morcegos da espécie R. affinis e o segundo é proveniente dos pangolins, mamíferos encontrados na África e Ásia. Ambos os vírus possuem proximidade com o SARS-CoV-2, sugerindo que, quando combinados, dão origem ao vírus que causa a pandemia vivenciada no momento.

Esse tipo de constatação é importante para que os cientistas possam compreender melhor como o vírus funciona e, só assim, ter propriedade para trabalhar em uma solução capaz de amenizar a proliferação.