Bob’s: a história do fast food com tempero brasileiro

A quinta-feira, 6 de janeiro de 2022, foi marcada pela morte do ex-tenista e empresário Robert Falkenburg, que chegou a ser campeão do torneio de Wimbledon e homenageado no hall da fama do tênis. Além disso, Bob — como era chamado pelos amigos mais próximos — fundou a rede de fast food Bob’s no Rio de Janeiro, a qual se espalharia no modelo de franquias por todo o Brasil.

Apesar de ter nascido em Nova York, nos Estados Unidos, Falkenburg deixou um verdadeiro legado para o povo brasileiro: o primeiro modelo de lojas de fast food com o tempero do nosso país. O conceito de fast food ainda nem existia aqui quando o jovem tenista vislumbrou a possibilidade de fazer sucesso no Rio de Janeiro e assim uma jornada foi construída.

A origem do Bob’s

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Fundado em 1952, o Bob’s tinha três palavras como força motriz: pioneirismo, criatividade e qualidade. Bob já havia tido uma 1ª empreitada no ano anterior, quando abriu a Falkenburg Sorvetes Ltda., que vendia exclusivamente sorvetes de baunilha feitos com máquinas e receitas trazidas dos Estados Unidos.

Entretanto, o negócio não estava prosperando tanto assim. Incentivado por amigos, teve a ideia de abrir a primeira loja de fast food do Bob’s na Rua Domingos Ferreira, em Copacabana. A loja veio com conceitos inovadores para os brasileiros, mas já familiares aos norte-americanos, como o hot-dog, o hambúrguer, o sundae e o milkshake.

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Inclusive, o último item da lista se tornou o verdadeiro carro-chefe da empresa quando firmaram uma parceria com a Ovomaltine. Depois desse momento, o negócio finalmente deslanchou entre a população carioca e logo foi tomando fama pelo país inteiro.

Modelo de franquias

(Fonte: Bob's/Divulgação)(Fonte: Bob’s/Divulgação)

Em 1984, o Bob’s decidiu expandir a marca para o restante do Brasil. Logo, a rede iniciou seu sistema de franquias e optou por abrir 2 unidades em Vitória (ES) como 1ª sede fora do Rio de Janeiro. O sucesso foi tamanho que atualmente a empresa possui mais de 1,1 mil pontos de venda em todas as capitais do país e até mesmo franquias em Angola e no Chile.

Em 2008, o Bob’s anunciou que os negócios estavam indo muito bem e que a empresa havia superado a marca de 1 milhão de litros de milkshakes sendo vendidos todos os meses. Em 2011, o fast food brasileiro anunciou ter vendido 41 milhões de Big Bob’s — considerado um dos pratos principais da casa.

Montanha-russa empresarial

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

No final da década de 1950, o Bob’s já fazia parte do cenário cultural do Rio de Janeiro. Nomes como Lulu Santos e Tim Maia eram constantemente vistos visitando as lojas. O compositor Villa-Lobos, por exemplo, encontrava-se com o músico de jazz americano Booker Pittman todas as tardes para saborear um sorvete de baunilha com calda de chocolate.

No entanto, isso não significa que a empresa não passou por apertos. Em 1996, o negócio foi comprado pelo grupo de empreendedores brasileiros Brazil Fast Food Corporation, que tentava lidar com o futuro incerto das franquias. A chegada de outros fast foods, como o McDonald’s, e o crescimento das dívidas ameaçavam o futuro do Bob’s.

Então, a nova direção do Bob’s transformou o negócio em uma sociedade de capital aberto com ações oferecidas na Nasdaq, a bolsa eletrônica americana. A partir de 2002, a maioria dos produtos oferecidos pela marca foram terceirizados, e as lojas passaram por uma etapa de rebranding — o que incluía uma nova logo. 

Agora, 70 anos depois de sua fundação, o Bob’s segue operando na normalidade e carregando consigo o alicerce criado um dia pelo sonhador Robert Falkenburg, o Bob. 

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